A lua estava cheia. A noite estava fria. Ele podia sentir no vento que algo estava errado. Será que eles tinham o encontrado? Será que eles nunca iriam deixá-lo em paz?
Estava machucado e dessa vez ele não iria correr, ele iria ficar e lutar.
Um som estranho chamou sua atenção, não conseguiu distinguir imediatamente o que era. Preparou-se para o ataque. Ele reconheceu o cheiro.
Um coelho saiu de traz da moita, se assustou e fugiu.
Por um breve instante ele se sentiu aliviado. Logo depois ele lembrou o porquê de estar ali, não estava brincando, sua vida estava em jogo. Ele podia sabia que eles estavam perto, já podia sentir o cheiro. Não sabia o que fazer: lutar ou fugir.
Por que eles faziam isso? Por que queriam ele? Eles eram em maior número, tinham coisas estranhas com eles, coisas que machucavam muito e isso ele tinha provado na pele.
Outro barulho. Será que era outro coelho? Não! Podia sentir o cheiro, eram eles! Não ia ter tempo de fugir, teria que lutar.
Antes que o primeiro esboçasse alguma reação iria atacar, não poderia deixar ele usar aquela coisa estranha outra vez. Atacou! Um trovão, um som muito forte, ele sentiu sua pele queimando. Não tinha visto o segundo, ele usou aquela coisa.
Agora ele sabia que não tinha mais jeito, sentiu seu sangue escorrer, estava morrendo. A última coisa que viu foi um deles se aproximar com uma coisa brilhante. Logo após morreu.
Se houvesse alguém observando a cena veria o corpo morto de um lobo cinza. Veria também dois dois predadores irracionais que largavam a presa quase intacta, levando apenas sua pele. Veria dois caçadores.
Rio de Janeiro 5 de Dezembro de 2009

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